26 agosto 2013

Empresas de transporte, de lixo e especulação imobiliária governam as cidades brasileiras, diz Pochmann

A reportagem de Oliveira (2013) traz algumas notas e comentários de Marcio Pochmann durante um seminário realizado em Porto Alegre no dia 19 de agosto:

+ O tema das cidades, que ganhou muita ênfase com os protestos e manifestações recentes, será um dos principais pontos a ser debatido nas eleições presidenciais e estaduais de 2014.

+ Existem três forças políticas que atualmente governam as cidades brasileiras: o capital da especulação imobiliária, o capital das empresas que operam o transporte público e o capital das empresas que operam os serviços de coleta e destinação do lixo. "A reinvenção das cidades pressupõe a construção de uma nova maioria política. Não existe futuro com esses três grupos”,

+ O século XXI será “o século das cidades”. As metrópoles precisam se reinventar para oferecer qualidade de vida e direitos sociais ao novo perfil demográfico que o país terá nas próximas décadas – com o crescimento da população idosa e a diminuição do número de pessoas por família.

+ Um dos principais entraves à qualidade de vida nas cidades é a “disputa do tempo” dos seus habitantes. “A questão fundamental é: como usar nosso tempo livre? Uma coisa é o trabalho no capitalismo como condição de sobrevivência. Existem formas de trabalho que não são regidas pela dependência monetária”.

+ Na política nacional existe “um certo esgotamento da agenda da inclusão social”, que não consegue se aprofundar mais no atual arranjo político do governo federal. “A maioria política construída em 2002 nos permitiu recuperar a agenda da inclusão social, que estava interrompida desde 1964. Mas é insuficiente para darmos um passo posterior e construir uma agenda civilizatória que vá além apenas da inclusão pelo mercado”.

+ As manifestações de junho deste ano demonstram os limites de um projeto “ubrano-industrial e social-democrata de inclusão na sociedade de consumo”.

Marcio Pochmann foi professor da Universidade Estadual de Campinas, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e candidato à prefeitura de Campinas em 2012 pelo Partido dos Trabalhadores (PT).

Referência

OLIVEIRA, Samir. Especulação imobiliária, transporte e lixo governam cidades, diz Pochmann. In: Rede Brasil Atual - 21/08/2013 - Disponível em: http://www.redebrasilatual.com.br/cidades/construtoras-empresas-de-transporte-e-de-coleta-de-lixo-governam-cidades-diz-pochmann-8065.html

20 agosto 2013

Entrevista com Elza Berquó e Nelson do Valle Silva

Ciências sociais, Censo e informação quantitativa no Brasil: entrevista com Elza Berquó e Nelson do Valle Silva. Revista Novos Estudos Cebrap, ed 95, março/2013 [Aqui]

Entrevista com Elza Berquó e Nelson do Valle Silva realizada por Diogo Ferrari, Ian Andrade Prates, Leonardo Sangali Barone, Murillo Marschner Alves de Brito, Rogério Jerônimo Barbosa.


Nesta entrevista, os pesquisadores Elza Berquó e Nelson do Valle Silva relembram suas trajetórias profissionais e a consolidação da pesquisa quantitativa nas ciências sociais no Brasil. Resumo Por sua regularidade, capilaridade, relativa padronização e abrangência temática, os censos demográficos estão entre as principais matérias‑primas dos estudos sobre as mudanças de longo prazo na sociedade brasileira. No entanto, analisar dados dos censos implica também conhecer seus processos de produção e, consequentemente, a própria história dos levantamentos de informação social quantitativa no Brasil.

Dica: Ricardo Ojima em Demografia do Nordeste


Mapeamento comunitário de ocorrências de roubos, assaltos e sequestros

Site "Onde fui roubado", criado por dois estudantes de computação da UFBA, permite inserir pontos de ocorrência de roubos, assaltos e sequestros.

http://www.ondefuiroubado.com.br/

Veja abaixo o mapa de Campinas (São Paulo), atualizado em 20 de agosto de 2013.



Novo satélite geoestacionário será lançado

Republicando de GeoDireito em 20 de agosto de 2013

Satélite geoestacionário vai ampliar capacidade de cobertura das comunicações militares 

O novo Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas – SGDC, a ser lançado pelo Brasil, vai possibilitar o aumento da capacidade de cobertura das comunicações das Forças Armadas.

O equipamento contará com a Banda X, composta por cinco transponderes suficientes para ampliar a largura de banda de 160 MHz, e o aumento de potência em cerca de dez vezes, em comparação ao satélite da Star One, atualmente alugado pelo Ministério da Defesa (MD).

Segundo fontes do ministério, o aumento possibilitará ampliar o atendimento aos demais projetos da Defesa, principalmente o Sisfron, de monitoramento das fronteiras terrestres. O projeto do SGDC prevê, ainda, o lançamento de mais dois satélites espaçados em mais ou menos cinco anos.

(...)

O SGDC atenderá às necessidades do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), da Telebras, e também um amplo espectro de comunicações estratégicas brasileiras nos âmbitos civil e militar.

“Com o satélite geoestacionário, o Brasil ampliará o acesso à banda larga de internet para todo o território brasileiro e terá assegurada a soberania em suas comunicações estratégicas, tanto na área civil quanto na militar”, afirma o presidente da Telebras, Caio Bonilha.

Atualmente, existem mais de 2 mil municípios brasileiros com condições de difícil acesso para chegada de uma rede de fibra óptica terrestre. Eles seriam atendidos por meio do satélite.

Fonte: DefesaNet

14 agosto 2013

Mapa verde da Unicamp

O Mapa Verde da Unicamp - Universidade Estadual de Campinas - foi elaborado entre 2005 e 2006 dentro de um projeto do Núcleo de Estudos de População da Unicamp, coordenado por Daniel Hogan e Leonardo Freire Mello.

O projeto utilizou como base o Green Map System e foi uma das primeiras experiências de mapeamento participativo de um Campus Universitário. Para saber mais sobre a metodologia empregada no mapeamento ver Marandola et al (2006) ou, mais abaixo, a descrição do projeto e a lista de participantes, extraída da página do Nepo/Unicamp.

O mapa verde da Unicamp pode ser acessa, clicando aqui.



Recentemente Ruiz et al (2013) elaboraram o Mapa Verde do Centro de Tecnologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).




Referências:

MARANDOLA JR., E.; MELLO, L.; LOMBARDI, T.; RODRIGUES, M.; DAGNINO, R.; FERNANDEZ, P.; HIRANO, F.; MOROIZUMI, T.; DUTRA GOMES, R.; DE PAULA, F.; MOURA, C.; ESTEVES, M.; SOUZA, M.; AGUIAR, P. Mapa Verde da UNICAMP: percepção e representação do espaço. In: I Encontro de Percepção e Paisagem da Cidade, 2006, Bauru. Anais do I Encontro de Percepção e Paisagem da Cidade. Bauru: NUPECAM/UNESP, 2006. p. 1-7. Disponível em: 
http://www.nepo.unicamp.br/textos/linhas%20de%20pesquisa/populacao_ambiente/mapa_verde/Mapa%20Verde%20da%20Unicamp%20-%20MARANDOLA%20JR.%20et%20.pdf

RUIZ, Renata; FERREIRA, Aline; ROCHA, Maria; GUEIROS, Suzana. O mapa da inovação tecnoçógica e sustentabilidade no Centro de Tecnologia da UFRJ. IX Congresso Nacional de Excelência em Gestão. 2013. http://www.excelenciaemgestao.org/Portals/2/documents/cneg9/anais/T13_0675_3453.pdf

Mais sobre o projeto Mapa verde da Unicamp

MAPA VERDE DA UNICAMP


Descrição:
Green Map System (Sistema Mapa Verde) foi iniciado pela ecodesigner Wendy Brawer e foi estimulado pela excelente resposta obtida pela publicação, em 1992, pela Modern World Design do Mapa Verde original de Nova York, que realçava os locais de interesse ambiental na cidade. Seus elementos foram desenvolvidos de forma colaborativa a partir de uma série de workshops iniciados em 1995 em Nova York (Cooper-Hewitt National Design Museum) e Kyoto (Tennendesign Forum), e que continuaram sendo aprimorados através da Internet. Uma das características mais importantes do GMS é a utilização de uma série de Ícones, desenvolvidos de forma participativa pelos diversos grupos e organizações que compõem o Sistema, para a classificação dos locais de interesse. Estes Ícones também permitem a conexão entre todos os Mapas Verdes do mundo, pois criam uma língua comum , utilizada por todos os grupos, facilitando a compreensão dos Mapas. Até o momento já existem 125 Ícones divididos em 11 categorias. No projeto que se propôs para o campus de Campinas da Unicamp, a intenção foi despertar nos mapeadores e também em outros freqüentadores do campus uma discussão sobre o campus, seus usos e sua composição. A idéia de mapear um campus universitário veio no sentido de se pensar uma localidade por onde passam milhares de pessoas diariamente e que comporta um complexo hospitalar, centros e núcleos de pesquisas, laboratórios para desenvolvimentos de produtos de alta tecnologia, faculdades e institutos de ensino e pesquisa, e um complexo esportivo e de lazer (ginásio, parques e FEF). Normalmente ao realizar o mesmo trajeto diariamente, funcionários, alunos e até visitantes não necessariamente construiriam uma percepção do campus como um todo ou, então, poderiam entendê-lo e representá-lo de forma diferenciada dependendo de sua idade, sua formação e de seu envolvimento com o campus.
Perírodo: 2005-2006 

Coordenação:
Leonardo Freire de Mello

Mapeadores:
Ana Carla Nakamura Vieira
Cristina de Moura João
Fábio Yoiti Hirano
Fernanda Cristina de Paula
Maira Rodrigues
Marcel Esteves
Majore Souza
Pablo Sebastian Moreira Fernandez
Paulo Aguiar
Ricardo Dagnino
Rodrigo Dutra
Thais Tartalha do Nascimento
Tomoe Moroizumi

09 agosto 2013

Thesaurus de Geociências


Thesaurus servem para indexação de documentos e padronização da linguagem. São muito utilizados, por exemplo, quando se vai escolher as palavras chave de um artigo científico ou para elaboração de fichas catalográficas.

Existem alguns Thesaurus de Geociências, alguns deles multilíngues, disponíveis em papel, que podem ser encontrados no mercado e nas bibliotecas, e também on line, acessíveis gratuitamente.

Um dos mais famosos Thesaurus publicados é o "Multilingual thesaurus of geosciences". A primeira edição foi organizada por Rassam et al (1988) e a segunda foi organizada por Gravesteijn et al (1995), ambas com os termos em seis línguas: alemão, inglês, espanhol, francês, italiano e russo.


Outro Thesaurus famoso, porém com os termos somente em inglês, é o publicado pela American Geological Institute e cuja décima primeira versão foi organizada por Goodman (2008).

Um importante é o Asian Multilingual Thesaurus of Geosciences, versão em PDF gratuita, com os termos em 11 línguas: English, Khmer, Chinese, Indonesian, Japanese, Korean, Lao, Malaysian, Thai, Vietnamese, French (CCOP and CIFEG, 2006). Disponível em http://www.ccop.or.th/download/pub/AMTG_2006.pdf (8 Mb).




Por curiosidade, utilizei o sistema de busca por termos do PDF no Thesaurus asiático para pesquisar o termo Risk assessment (Avaliação de risco, em inglês) e abaixo estão os termos em outras línguas.


Dentre as ferramentas on line destaca-se o thesaurus do Geological Survey of Finland, com os termos em oito línguas (English - French - German - Italian - Spanish - Finnish - Russian - Swedish) e desenvolvido pelo "IUGS/COGEOINFO Working Group for Multilingual Thesaurus": http://en.gtk.fi/informationservices/databases/multhes.html (temporariamente fora do ar - tente http://dev.finto.fi/geo/en/)




Referências

CCOP (Coordinating Committee for Geoscience Programmes in East and Southeast Asia) and CIFEG (Centre International pour la Formation et les Echanges en Géosciences). Asian Multilingual Thesaurus of Geosciences: English, Khmer, Chinese, Indonesian, Japanese, Korean, Lao, Malaysian, Thai, Vietnamese, French. United Nations Educational Scientific and Cultural Organization and the French Ministry of Foreign Affairs, 2006. Disponível em: http://www.ccop.or.th/download/pub/AMTG_2006.pdf (8 Mb)

RASSAM, G.N.; GRAVESTEIJN, J.; POTENZA, R. (Ed.) Multilingual Thesaurus of Geosciences: Deutsch, English, Español, Français, Italiano, Russkij. New York: Pergamon Press, 1988. 516 p. 2)

GRAVESTEIJN, J.; KORTMAN, C.; POTENZA, R. RASSAM, G.N. (Ed.) Multilingual thesaurus of geosciences: Deutsch, English, Español, Français, Italiano, Russkij. Medford, NJ: Information Today, 1995.

GOODMAN, Barbara. GeoRef Thesaurus. Alexandria, VA : American Geological Institute, 11th edition, 2008. 832 p. (in English).

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