24 outubro 2011

Estudo Conexões Sustentáveis São Paulo - Amazônia


Esta animação faz parte da abertura do site http://conexoessustentaveis.org.br/estudo2011/



Na ilustração pode-se ver um homem de bigode e chapéu (remetendo à figura de um fazendeiro) montado em cima de um grilo como se fosse um cavalo, simbolizando o GRILEIRO de terras. Também se vê o BOI PIRATA, pivô de investigações da Polícia Federal e IBAMA sobre a pecuária em áreas protegidas da Amazônia. Tem também um boi com moto-serra e outro ateando fogo numa árvore. Além disso, dá pra ver a população atingida por barragens ao lado de um poste de energia elétrica.

Entrando na página pode-se ver o "Estudo Conexões Sustentáveis São Paulo - Amazônia" realizado pela ONG Repórter Brasil e pela Papel Social Comunicação. 
O estudo mostra quem se beneficia do desmatamento da Amazônia. A publicação é de outubro de 2008 e a ilustração que ela contém, quase idêntica àquela que consta, em forma de animação, no site é de autoria de Pingado Sociedade Ilustrativa.



21 outubro 2011

Livro: Novos Estados e a divisão territorial do Brasil

Livro recente do Geógrafo José Donizete apresenta os efeitos da divisão territorial que está sendo proposta no Brasil, com ênfase para a criação dos estados do Carajás e Tapajós a partir do desmembramento do estado do Pará.

CAZZOLATO, José Donizete. Novos Estados e a divisão territorial do Brasil: uma visão geográfica. São Paulo: Oficina de Textos, 2011.



Acesse:

O site da Editora Oficina de textos

Um trecho do livro: aqui

Página de José Donizete

27 setembro 2011

Contribuição das unidades de conservação brasileiras para a economia nacional: Sumário Executivo

Publicação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO), do Ministério do Meio Ambiente, em parceria com diversas instituições como a UNEP (Nações Unidas) e realizada por outras tantas como o IPEA (Gov. Federal), UFRJ, UFRRJ, entre outros;

Ficha catalográfica:
Contribuição das unidades de conservação brasileiras para a economia nacional: Sumário Executivo / Rodrigo Medeiros, Carlos Eduardo Frickmann Young, Helena Boniatti Pavese & Fábio França Silva Araújo; Editores. – Brasília: UNEP-WCMC, 2011. 44 p.

Para download, acesse:

Mais publicações do ICMBIO em http://www.icmbio.gov.br/comunicacao/publicacoes

29 agosto 2011

Publicação do ISA e IMAZON: Áreas Protegidas na Amazônia Brasileira (2011)




O Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia) e o ISA (Instituto Socioambiental) lançaram recentemente uma publicação sobre a situação das Terras Indígenas e as Unidades de Conservação na Amazônia Brasileira.

Título: Áreas Protegidas na Amazônia Brasileira: avanços e desafios.
Organizadores: Adalberto Veríssimo, Alicia Rolla, Mariana Vedoveto e Silvia Melo Futada.
Editora: Instituto Socioambiental e Imazon

Ano: 2011

Segundo uma das organizadoras, Mariana Vedoveto (O Eco Amazônia, 26/05/2011): “A ideia nasceu em 2010 com o objetivo de divulgar a importância dessas áreas para a Amazônia legal e sua situação segundo alguns importantes aspectos: criação, área ocupada, gestão e ameaças.”

Para download gratuito: página do ISA

Para comprar: página do ISA

Notícias sobre a publicação: blog do ISA no G1



Visite também os mapas interativos sobre Áreas Protegidas (Terras indígenas e Unidades de Conservação) da Amazônia Brasileira no site do ISA. (link)

Figura de um mapa gerado no site com a ESEC Terra do Meio, nos municípios de Altamira e São Félix do Xingu, no Pará.

25 agosto 2011

Dez dicas práticas para reportagens sobre o Meio Ambiente


O livro de Peter Nelson, "Dez dicas práticas para reportagens sobre o Meio Ambiente" (Ed. International Center for Journalists/ World Wildlife Fund; 1994; 50 p.), ou no original, "Ten practical Tips for Environmental Reporting" traz muito mais do que 10 dicas práticas para quem quer escrever melhor sobre questões ambientais.

Cada capítulo tem como título uma dica principal e traz um box chamado Tenha em Mente (no original, Keep in mind) com pequenas dicas que ilustram e complementam a dica principal, além de um texto curto e direto.

Os dez capítulos, com as dez dicas principais, são:

1. Escreva reportagens originais
2. Crie e preserva boas fontes
3. Prepare-se com antecedência
4. Traduza o jargão ecológico
5. Torne a reportagem viva e atraente
6. Repense as estatísticas
7. Cuidado com os conceitos científicos
8. Examine as informações com espírito crítico
9. Procure o equilíbrio
10. Não esqueça a repercussão

Uma das dicas que mais gosto está no capítulo 6 (Repense as estatísticas) cujo box tenha em mente traz:

"Ao usar números, pense em termos de analogia. Por exemplo, um jornalista latino-americano descrevendo o tamanho de uma região desmatada poderia dizer que a área afetada é do tamanho de El Salvador. (...) Ao citar estatísticas, assegure-se de que são fáceis de entender, escrevendo, por exemplo, 'uma dentre cinco pessoas', ao invés de '20% da população'."

O livro pode ser comprado por apenas 5 dólares nas edições em inglês, português, árabe e viatnamês diretamente no site do International Center of Journalists (ICFJ).



Download em Português:
https://www.icfj.org/pt-br/resources/ten-practical-tips-environmental-reporting-portuguese

Download em Inglês:
https://www.icfj.org/resources/ten-practical-tips-environmental-reporting-english


Abaixo veja algumas capas do livro.


Capa da edição brasileira sem data (vendida pelo sebo Traça)




Capa da edição brasileira de 2002 - Direitos de reprodução foram repassados para o Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul (NEJ/RS)

Capa da edição em inglês no site da ICFJ


Outras publicações da International Center of Journalists disponíveis no site da America's Development Foundation:

"Dig Deep & Aim High: A Training Model for Teaching Investigative Reporting" by Lucinda Fleeson (link)

"Typography: A guide for making your newspaper more readable" by Robert Mellis (link)

02 agosto 2011

Livro: People and Pixels

O livro pode ser lido na web ou também pode ser feito o download gratuito em http://goo.gl/oE94o

Capa do livro


People and Pixel: Linking Remote Sensing and Social Science. Washington, D.C, National Academy Press, 1998.

Diana Liverman, Emilio F. Moran, Ronald R. Rindfuss, and Paul C. Stern, Editors




Contents
1 Linking Remote Sensing and Social Science: The Need and the
Challenges
Ronald R. Rindfuss and Paul C. Stern

2 A Brief History of Remote Sensing Applications, with Emphasis on
Landsat
Stanley A. Morain

3 "Socializing the Pixel" and "Pixelizing the Social" in Land-Use and
Land-Cover Change
Jacqueline Geoghegan, Lowell Pritchard, Jr., Yelena Ogneva-
Himmelberger, Rinku Roy Chowdhury, Steven Sanderson, and
B. L. Turner II

4 Linking Satellite, Census, and Survey Data to Study Deforestation
in the Brazilian Amazon
Charles H. Wood and David Skole

5 Land-Use Change After Deforestation in Amazonia
Emilio F. Moran and Eduardo Brondizio

6 Land-Use/Land-Cover and Population Dynamics, Nang Rong, Thai-
land
Barbara Enwistle, Stephen, J. Walsh, Ronald R. Rindfuss, and
Aphichat Chamratrithirong

7 Validating Prehistoric and Current Social Phenomena upon the
Landscape of the Peten, Guatemala
Thomas L. Sever

8 Extraction and Modeling of Urban Attributes Using Remote Sens-
ing Technology
David J. Cowen and John R. Jensen

9 Social Science and Remote Sensing in Famine Early Warning
Charles F. Hutchinson

10 Health Applications of Remote Sensing and Climate Modeling
Paul R. Epstein

APPENDICES

A An Annotated Guide to Earth Remote Sensing Data and Informa-
tion Resources for Social Science Applications
Robert S. Chen

B Glossary
Mark Patterson

15 julho 2011

Revista Sustentabilidade em debate

O novo número da revista Sustentabilidade em Debate traz uma indicação de leitura de Willian Clark sobre o levantamento do Robert Kates a respeito da bibliografia selecionada e comentada sobre sustentabilidade.


Link direto pro relatório do R. Kates: http://tinyurl.com/

sustsci-reader

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VOL. 2, NO 1 (2011)

SUMÁRIO

EDITORIAL

EditorialPDF
José Augusto Drummond, Marcel Bursztyn, Maria Beatriz Maury
O Dilema de Populações Humanas em Parques: Gestão Integrada entre Técnicos e Residentes no Núcleo PicinguabaPDF
Eliane Simões, Lucia da Costa Ferreira, Carlos Alfredo Joly
Aprovisionamiento eléctrico de Buenos Aires y desigualdades regionales entre la metrópolis y el Noreste argentinoPDF
Silvina Carrizo, Marie Forget
The Nagoya Protocol on the use of genetic resources:one embodiment of an endless discussionPDF
Catherine Aubertin, Geoffroy Filoche
Espaços Protegidos Transfronteiriços: Patrimônio Natural e Territórios na Bacia do Alto ParaguaiPDF
Gisela A Pires do Rio
Cidades e Mudanças Climáticas no Brasil: Planejamento de Medidas ou Estado de Risco?PDF
Laura Machado de Mello Bueno
Os Desafios de uma Política Nacional de Pagamentos por Serviços Ambientais: lições a partir do caso do ProambientePDF
Shigeo Shiki, Simone de Faria Narciso Shiki

DEBATE

Conflitos Socioambientais, Educação Ambiental e Participação Social na Gestão AmbientalPDF
Carlos Hiroo Saito, Aloísio Ruscheinsky, Fabio da Purificação de Bastos, Jacy Bandeira Almeida Nunes, Luciano Fernandes Silva, Luiz Marcelo de Carvalho

ENTREVISTA

Entrevista: Joan Martinez-AlierPDF
Maria Amélia Enríquez, Gabriela Litre

RESULTADO DE PESQUISA

Inovação e Sustentabilidade: LACIS/FAU/CDS/FGA-UnBPDF
Raquel Naves Blumenschein, Maria Vitória Ferrari Tomé
DURAMAZ, um Sistema de Indicadores de Desenvolvimento Sustentável na AmazôniaPDF
Martine Droulers, François-Michel le Tourneau, Stephanie Nasuti, Florent Kohler, Guillaume Marchand, Anna Greissing, Philippe Lena, Vincent Dubreuil

LEITURA RECOMENDADA

Robert W. Kates’ Reader: A New Map of Sustainability Science and TechnologyPDF
William Clark

RESENHAS

Sociedade cabocla: participação e diversidade na AmazôniaPDF
Raquel Caribé Grando

OBRAS RECEBIDAS

Obras RecebidasPDF
Sustenbilidade em Debate

NORMAS

Diretrizes para Autores / Normas para PublicaçãoPDF
Revista Sustentabilidade em Debate
Instructions to Authors/ Guidelines for PublicationPDF
Revista Sustentabilidade em Debate
DivulgaçãoPDF
Revista Sustentabilidade em Debate

12 julho 2011

Reprodução: "Uma história idiossincrática da simplicidade (10)" de João Moreira Salles

Há cerca de dez anos, João Moreira Salles - diretor de documentários como Entreatos (2004) e Notícias de uma guerra particular (1999) - escreveu uma série de textos que chamou de "Uma história idiossincrática da simplicidade" e foram publicados no falecido site www.no.com.br

Abaixo reproduzo a décima parte dessa história que foi extraída da página http//www.no.com.br/revista/noticia/42130/atual em 28 de junho de 2003. Infelizmente o texto faz referência a várias figuras que não estão mais disponíveis pois o servidor foi tirado do ar. Apenas reproduzo uma imagem que foi copiada para o meu computador.

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Uma história idiossincrática da simplicidade (10)
[ 28.Out.2001 ]

Por João Moreira Salles

Hoc iam dictum est,

Hoc iam notum est,

Hoc iam non interest*

*“Já se sabe, já se disse, não interessa”, máxima com a qual o cônego Ladislau não perdia tempo (ver primeiro artigo), fazendo com que seu dia rendesse que era uma beleza. Nesta foto, os jovens seminaristas da Ordem dos Clérigos Ligeiros (da qual o cônego é primaz) fazem fila para aprender com Ladislau como ler todos os tomos da Suma Teológica de são Tomás de Aquino em três sessões de 12 minutos. Para os mais estudiosos, o cônego lembra que a adição de três minutos à carga de leitura permite que se leia também os comentários de são Jerônimo ao Antigo Testamento.

Mapas, diagramas e o mundo

Em 1931, um rapaz de 25 anos sentou-se numa mesa e rabiscou doze linhas num caderno de exercícios, estendendo-as no espaço de duas páginas espelhadas. O desenho foi preservado. Hoje, ao olhá-lo, tem-se a impressão de que o rapaz esboçava um circuito integrado. Mas não. Aquelas poucas linhas representavam um desses pequenos triunfos da inteligência - pequenos porque resolvem problemas relativamente insignificantes diante dos grandes dramas do mundo, mas triunfos assim mesmo. No caso, da estirpe das soluções inauguradas por Colombo e seu ovo: óbvias depois de pensadas; antes, insondáveis.

Em alguma parte de sua obra, Jorge Luis Borges escreve sobre o mapa perfeito. Esse mapa indicaria não só todas as estradas ao longo do caminho, como também cada atalho, cada ponte, cada desvio, cada casa, cada cerca, cada poste, cada árvore, e destas, cada galho e cada folha. O paradoxo desse mapa, segundo Borges, é que ele é ao mesmo tempo perfeito e inútil. Ao coincidir perfeitamente com o mundo, ao se tornar tão grande e tão complexo como ele, o mapa trai sua razão de ser. Transforma-se no antimapa, pois é da essência dos mapas simplificar o mundo. Todo cartógrafo faz um julgamento daquilo que é essencial à geografia e descarta o resto. De uma maneira muito concreta, fazer mapas é desrespeitar a geografia.

Harry Beck, o rapaz das doze linhas, sabia disso. Beck era inglês, um povo notoriamente inquieto dentro de sua pequena ilha, desde sempre disposto a explorar o mundo - África, Antártica, Pólo Norte, Ásia, América do Sul - com mapas à mão. Beck, porém, não pensava em grandes aventuras quando rabiscou suas linhas. Tinha uma pretensão modesta. Não pretendia facilitar a vida de um Livingston ou de um Scott, mas de um viajante mais prosaico: o passageiro de metrô de Londres.

O metrô de Londres é o mais antigo do mundo. Começou a ser construído em 1863 e, nas primeiras décadas do século XX, já contava com mais de uma centena de estações (hoje são 275). À medida que crescia, o sistema ia se tornando um pesadelo gráfico para os funcionários incumbidos de explicar as diferentes rotas para o público. As várias linhas riscavam o subsolo de Londres em todas as direções, passando por cima, por baixo e ao lado umas das outras, afastando-se e novamente se aproximando, dando voltas e rodopios, parando a cada cem metros em novas estações para subitamente avançar três ou quatro quilômetros sem nenhuma parada.

Os primeiros mapas do metrô de Londres surgem por volta de 1870. Enquanto as estações foram poucas, eles se mostraram relativamente compreensíveis, mas por volta de 1900 a algaravia visual já imperava. Dezenas de pequenos retângulos lançados sobre o mapa das ruas de Londres indicavam aos passageiros o local das estações, sem no entanto deixar claro o esquema de conexões - como chegar de uma estação a outra. Em 1918, as diferentes linhas de metrô são assinaladas com riscos grossos sobre o mapa da cidade, e as estações são tantas, e às vezes tão próximas, que as letras de seus nomes freqüentemente encostam em duas ou mais estações, confundindo o passageiro, que não sabe distinguir qual nome pertence a qual estação. De relance, esses mapas lembram o sistema vascular de um inseto, com sua concentração de artérias irrigando os órgãos vitais e umas poucas linhas extremas partindo rumo à periferia das patas e das asas. Há algo de orgânico nessas curvas, nessa inexistência de ângulos retos ou traços perfeitos. Como Beck perceberá mais tarde, o grande problema desses mapas é que eles são excessivamente verdadeiros.

É possível que a primeira intuição de Beck tenha sido despertada por um anúncio de uma loja de departamentos chamada Peter Robinson. Em 1907, a empresa publicou um pequeno mapa mostrando aos londrinos como chegar à sua loja em Oxford Circus. Os nomes das estações estão estampados da maneira confusa habitual - espremidos, as letras viradas em todas as direções -, mas há algo de surpreendentemente novo nesse mapa: Londres desapareceu (1). Foram-se as ruas, os parques e até o rio Tâmisa. Ficaram apenas os riscos das linhas de metrô. É como se, da anatomia do corpo, tivessem sido removidos todos os órgãos e tecidos conectivos - nervos, músculos -, para deixar apenas as veias e artérias que se pretende estudar. De repente, pelo simples fato de eliminar informação, ganha-se clareza. Era isso que Beck desejava: ser claro.

Para o londrino perdido nos subterrâneos do metrô, o recurso de subtração adotado pelo pequeno anúncio da loja de departamentos já era um passo à frente rumo à clareza, mas Beck queria mais. Em 1931, diante do seu caderno de exercícios, ele teve a súbita iluminação. Como geralmente ocorre nas soluções elegantes, sua invenção nasce, toda ela, de uma única constatação, tão simples quanto clara: quem está debaixo da terra não precisa saber da superfície. De nada adianta verificar que o percurso de um trem subterrâneo descreve uma curva para o norte, e outra para o leste, antes de chegar à estação seguinte. Beck percebeu que, para o passageiro, a única informação relevante é saber que desta estação só se pode chegar àquela outra. O traçado e a distância entre elas não têm a menor importância. Seja qual for o caso - esteja o trem indo para o norte ou para o sul, esteja a próxima estação a cem metros ou a quatro quilômetros -, o passageiro não tem alternativa a não ser esperar sentado até que o trem pare. Beck concluiu que a solução que buscava não estava num mapa, mas num diagrama.

A diferença entre uma coisa e outra não reside no fato do diagrama desrespeitar a geografia - como ensina Borges, mapas também devem fazer isso -, mas em algo mais radical: diagramas distorcem a geografia. O diagrama de Beck é absolutamente infiel a Londres - representa trens indo para o leste quando na verdade rumam para o norte, indica estações homogeneamente eqüidistantes, quando na verdade nenhuma está à mesma distância da outra - e exatamente por isso é o mais eficiente guia visual já inventado para quem deseja sair de um ponto da cidade e chegar a outro por debaixo da terra. Todas as curvas são transformadas em ângulos retos ou a 45 graus, todas as sinuosidades são eliminadas, todas as linhas sofrem uma correção semelhante à que ocorreria se alguém esticasse o fio imaginário que corre entre a primeira e a última estação de cada uma delas, trazendo assim todas as estações intermediárias para o mesmo plano: sempre uma reta, que pode ser vertical, horizontal ou diagonal. A zona central de Londres, por abrigar um número maior de estações do que a periferia da cidade, ocupa um tamanho desproporcional à sua realidade geográfica, conseqüência imediata do fato de Beck ter disposto todas as estações a intervalos regulares.

Assim como no anúncio da loja de departamentos, a Londres real também desaparece, com a única exceção do rio Tâmisa, que resiste por exigência das autoridades de transporte. Até mesmo uma seta indicando o norte, impressa no alto de uma versão de 1933, é eliminada no ano seguinte. Beck insistia com razão que qualquer informação sobre a superfície só ajudaria a piorar o diagrama. Em 1949 ele conceberia a versão definitiva do esquema. Com ligeiras modificações, é aquela que se usa até hoje. Poucos anos depois, quase todos os metrôs do mundo adotavam o mesmo padrão visual.

A invenção do diagrama do metrô de Londres é possivelmente a maior contribuição individual às artes gráficas no século XX, uma espécie de Capela Sistina do design visual. Não existe outro trabalho nessa área que tenha exercido influência maior. Provavelmente sem saber o significado da expressão "artes visuais", Beck realizou a síntese que todos buscam mas pouquíssimos conseguem: distinção visual e eficiência narrativa. O diagrama é não apenas elegante, mas claro. Sua elegância é a razão de sua clareza.

O princípio do diagrama de Beck é uma redução ao mais simples, mesmo que isso resulte numa contrafação da realidade. É primo próximo, por exemplo, daqueles esquemas de física newtoniana que aprendemos na escola, nos quais todo corpo é reduzido a um ponto, todo trajeto a uma linha, e em que nos pedem para "desconsiderar todas as outras forças, inclusive o atrito provocado pela atmosfera". Apesar dessas situações serem absolutamente fictícias - não andamos para frente em forma de bolinha no éter -, é com elas que conseguimos prever a força do impacto da proverbial maçã na cabeça do gênio. No dia (também fictício) em que Newton decidiu tirar a tal soneca embaixo da macieira, é provável que corresse uma pequena brisa pelo lugar; é certo que pequeníssimos corpos pairavam pela atmosfera; é possível que Newton dormisse de boca para cima e fosse dono de um desses roncos satisfeitos que terminam em assobio. Teoricamente, todas essas circunstâncias interferem no rumo da maçã, mas seus respectivos efeitos são tão insignificantes diante do poder de atração da massa da Terra (com a possível exceção da brisa, caso se transformasse em tufão) que a teoria clássica decide desprezá-los - com ou sem brisa, partículas ou ronco, a maçã acertará a testa de Newton. Se é isso que interessa, as circunstâncias desse pomar, assim como as circunstâncias da Londres de Beck, podem ser desconsideradas. Não passam de ruído.

Existe virtude narrativa na noção de simplicidade. Antes de Copérnico, por exemplo, o mundo supunha que todos os corpos celestes giravam em torno da Terra. Surpreendentemente, o sistema geocêntrico de Ptolomeu conseguia determinar com considerável precisão o movimento dos planetas. Ou seja, para as previsões aproximadas com as quais os antigos se contentavam, Ptolomeu era conveniente. Seu sistema, melhor do que qualquer outro, cumpria o objetivo. As pequenas imprecisões da teoria eram relevadas, mas mesmo para estas Ptolomeu oferecia explicações. Ao espetar a Terra no centro do universo e movimentar todos os corpos ao redor dela, Ptolomeu foi forçado a introduzir complexidades no sistema, de modo que não falhasse. Tais complexidades buscavam explicar porque determinados planetas e satélites, ao invés de aparecer em local e hora determinados pela teoria, teimavam em surgir em pontos insuspeitos do céu, movimentando-se idiossincraticamente.

Pode-se descrever de duas maneiras o movimento de uma pessoa que atravessa um quarto. É possível dizer que ela sai de um lado do cômodo e avança até encostar na parede oposta. Ou, alternativamente, pode-se fixar essa pessoa e afirmar que é todo o quarto que recua em relação a ela - paredes, estantes, livros, cadeiras, tapete, cama -, que todos os objetos se deslocam até que a parede oposta acabe encostando no nariz de quem ficou parado. Como mover significa alterar posições relativas, e como estas permanecem idênticas nas duas descrições, ambas são essencialmente corretas. Mas há algo que as distingue: a segunda é muito mais complicada do que a primeira. É essa complicação que acaba denunciando a impropriedade de Ptolomeu.

O sistema de Copérnico é uma esplêndida simplificação do complicado. Se considerarmos a contribuição posterior de Kepler, corrigindo as imprecisões de Copérnico, o sistema heliocêntrico é um desses feitos da razão que ocorrem muito raramente na história. Com um só gesto - uma mudança de perspectiva, na verdade: parar o Sol e deixar a Terra andar - tudo se acerta e a idiossincrasia desaparece. De um só golpe, todos os planetas passam a cruzar do mesmo modo o espaço, andando pelos céus como bons soldados em ordem-unida. O que vale para um, valerá para todos. Uma só órbita - "a órbita dos planetas são elipses com o sol em um dos focos" -, uma lei universal - "os planetas varrem áreas iguais durante tempos iguais na órbita". Junte-se a elas uma terceira lei que associa o período orbital dos planetas à sua distância em relação ao Sol, e toda a mecânica do sistema solar estará contida em três sentenças tão simples que nós as aprendemos na escola. As andanças de nove planetas e suas dezenas de luas cabem nas 41 palavras necessárias para exprimir, em português, as três leis de Kepler. (O Hino à Bandeira emprega 108 palavras.) Se traduzirmos as duas últimas leis em notações matemáticas, o sistema solar se reduz a doze palavras e algumas poucas letras. É menos do que se gasta para pedir e pagar um cafezinho com açúcar num botequim.

Num livrinho chamado A argumentação de um matemático, o matemático inglês G. H. Hardy afirma que, assim como o pintor ou o poeta, o matemático também é um criador de padrões e que estes devem ser memoráveis e belos. "A beleza é o primeiro teste: não existe lugar no mundo para matemática feia." Hardy concede que é difícil definir a qualidade dessa beleza e tenta enfrentar o problema apresentando dois teoremas gregos, o primeiro de Euclides (os números primos são infinitos), o segundo de Pitágoras (é um número irracional). Antes de reproduzir as demonstrações clássicas, Hardy sugere onde está a beleza que ele busca definir: "São teoremas simples - simples de idéia e de execução -, mas não há dúvida de que são teoremas da mais alta categoria. Cada um permanece tão novo e tão significativo como no dia em que foi descoberto. Dois mil anos não lhes trouxeram uma única ruga".

Trata-se de uma beleza imune ao tempo, bela da primeira vez que foi concebida, bonita ainda hoje, bonita no futuro. Todos que estudaram matemática na escola, mesmo os que sempre odiaram a matéria, sabem do prazer que é a súbita compreensão de um teorema. A sensação advém, em parte, de excluirmos o arbitrário e a imprecisão - uma vez no caminho da demonstração, não há outro destino a não ser a solução postulada pelo teorema. É como se a razão montasse num trilho e cessasse de vagar. Cada passo da demonstração conduz inevitavelmente ao seguinte, e a seqüência dos passos, fatalmente, sem desvios, leva à conclusão. Hardy mostra que a beleza matemática reside precisamente nessa absoluta impossibilidade de chegar a outro lugar.

O que caracteriza um teorema "da mais alta categoria" - e para Hardy todo teorema inclui sua demonstração - é "uma característica de inesperado, combinada com inevitabilidade e economia: os argumentos assumem uma forma tão surpreendente e estranha; as armas usadas parecem tão simples, tão infantis em comparação com a importância dos resultados; apesar de tudo isso, é impossível escapar das conclusões." No caso do teorema de Euclides, por exemplo, o inesperado surge da estratégia adotada para demonstrá-lo (veja a demonstração clicando aqui). Reza a boa lógica que toda vez que se quer defender um ponto de vista, é sensato amealhar os melhores argumentos que o sustentam. Euclides faz exatamente o contrário: usa da melhor lógica para provar o oposto da sua tese. Como não consegue, prova que o contrário do que sustenta é falso. Segue-se inevitavelmente que, como a antítese é absurda, a tese é verdadeira (2).

A terceira qualidade da demonstração, a que mais interessa aqui, é a economia. Não há nenhum detalhe supérfluo, nenhuma etapa desnecessária. Cada passo é essencial. Suprima-se qualquer um e a demonstração falha. Hardy mostra de que maneira, na matemática, não se gasta munição à toa nem se confundem estratégias: uma só linha de ataque é suficiente. O resultado é a concisão absoluta, o inverso de qualquer retórica. Por vezes, alcança-se a concentração máxima. O físico Richard Feynman fala da inacreditável velocidade com que símbolos matemáticos conseguem transmitir informação. Pois bem: suponho que E=mc² seja a maior síntese já concebida pelo homem. Em três letras, um algarismo e um sinal está contada a história de todo o universo, do início ao fim. Do ponto de vista estético, não pode haver maior elegância e beleza.

Hardy afirma que os padrões matemáticos devem ser limpos de qualquer excesso. Suponho que os esquemas físicos também. Quando se coloca lado a lado o sistema de Ptolomeu e o de Copérnico, não resta dúvida de que o segundo é mais elegante. Para enfrentar as imprecisões, Ptolomeu se viu obrigado a supor pontos e linhas imaginárias - que chamou de deferentes, equantes e epiciclos - capazes de justificar os movimentos aparentemente aleatórios dos planetas. Para Copérnico, nada disso era necessário. Ao fixar o Sol, ele reduziu automaticamente o número de variáveis que explicavam o mesmo fenômeno.

Duzentos anos antes do sistema heliocêntrico, caso um religioso inglês chamado Guilherme de Ockham houvesse tido a oportunidade de comparar os dois sistemas, não hesitaria em dizer: Copérnico está certo. Ockham não era físico - era teólogo -, mas, de duas teses conflitantes, sabia reconhecer a correta. O critério que adotava era simples e pode ser resumido na sua frase mais famosa: "Não se deve multiplicar os seres desnecessariamente".

Guilherme de Ockham foi um homem notável. Nasceu em 1285, cinqüenta anos depois do estabelecimento da Inquisição. Quando entrou em Oxford, começou a escrever seus tratados de filosofia. O argumento central de todos eles propõe que só se pode falar da verdade através da experiência. Para Ockham, todo conhecimento parte da evidência sensível do mundo. O que se pode ter certeza de que existe é o que se experimenta - esta cadeira, este homem, este gesto bondoso. Idéias universais como a cadeira abstrata, o homem ideal ou a bondade são objetos de pura especulação. Para Ockham, são elementos de fé e não de razão. Fora do que é concreto e particular não há lógica possível. Ockham afirmava que fazer filosofia ou ciência sobre objetos abstratos era adotar "conceitos confusos" para explicar o que não podia ser explicado pela inteligência. É surpreendente, e maravilhoso, que esse empirismo radical saísse da cabeça de um homem de fé. A filosofia de Ockham funciona como um princípio de asseio, eliminando da inteligência, como alguém que limpasse um armário, tudo o que obstrui o pensamento lógico. Em plena vigência dos tribunais da Igreja, eis o que Ockham elimina: a alma, a vida eterna, a infinitude de Deus. Segundo ele, nada disso está ao alcance da nossa experiência, tanto pode existir como ser uma quimera. Não há como saber, ao menos não com a razão.

Em pleno século XIV, não é pouca coisa pôr em dúvida a existência da alma. Mas Guilherme de Ockham vai além. O que propõe é um mundo de total desconfiança metafísica. Como foi suposta a existência de Deus, e como Lhe foi conferido o atributo da onipotência (do contrário não seria o Deus cristão), Guilherme de Ockham avisa que é preciso levar essas premissas às últimas conseqüências. É verdade que o mundo se comporta de maneira regular e habitual, mas não há nada que não poderia ser diferente, se Deus assim desejasse. Aos que têm medo das implicações dessa frase, Ockham lembra que esse é precisamente o primeiro artigo de fé do credo cristão: "Creio em Deus Pai Todo-Poderoso...". Como limitar o desejo de quem é todo-poderoso? Suprimida a certeza das essências e das formas universais que garantem a estabilidade do mundo - a eterna e constante essência da cadeira, do homem, da bondade -, não há como nos defendermos da arbitrariedade divina. Para Ockham, nada impede que Deus salve os pecadores e perca os inocentes. Se não o faz é porque não o deseja. Mas poderia desejar.

Em 1324, Guilherme de Ockham é chamado a Avignon para responder a acusações de heresia. Não se retrata e ainda acusa o Papa de herege. Foge para a Alemanha e morre em Munique, na corte do imperador Luís da Baviera, adversário do Papa. Surpreendentemente, jamais foi condenado como herege. Os comentaristas de sua obra se perguntam se Ockham deve ser considerado como o último dos pensadores medievais ou o primeiro dos modernos. Não se chegou a um consenso, mas de minha parte vejo Ockham como o homem que abriu as portas da filosofia para o mundo concreto, que é esse em que vivemos, longe dos anjos. Ao declarar que só se pode conhecer aquilo que se experimenta, Ockham pavimentou o caminho para a ciência moderna que, duzentos anos depois, viria arejar o mundo escuro da Idade Média. Kepler, Galileu e Newton não existiriam sem o telescópio e a experimentação.

Ockham foi o primeiro a dizer que, antes de deduzir, é necessário observar. Seu princípio geral de economia até hoje é percebido como uma saudável norma científica. A passagem inteira diz assim: "Porque as entidades não devem ser multiplicadas desnecessariamente, de duas teorias que explicam o mesmo fenômeno, a mais simples é necessariamente melhor". Não existe melhor formulação contra a retórica. Ou maior defesa da simplicidade.

De onde Guilherme de Ockham teria herdado essa desconfiança tão grande contra toda falsa complexidade? E de onde viria essa sua fé tão imensa no mundo? Imagino uma resposta: da Inglaterra. Os ingleses sempre foram menos deslumbrados por idéias incompreensíveis do que o resto da Europa (comparados aos franceses, então...). Fundamentalmente, são pessoas de bom senso. Antes mesmo de Guilherme de Ockham, o pensamento inglês já era marcado por uma forte tradição empírica, da qual poucas vezes se afastou. Nesse sentido, os ingleses sempre foram os antialemães, os antifranceses. Guilherme de Ockham é ao mesmo tempo causa e conseqüência dessa tradição. O fato de ter nascido na Inglaterra, portanto, explica parte do mistério. Mas não todo. O apego à clareza, bem como a crença no mundo, são traços de uma outra tradição da qual Ockham era parte, uma tradição relativamente nova em 1285, quando ele nasceu, embora seja difícil imaginar força mais inovadora em toda a Idade Média. Guilherme de Ockham era franciscano.
Existem três imagens de São Francisco pintadas poucos anos depois de sua morte, em 1226. A primeira é de 1240, e é possível que o autor ainda guardasse Francisco na memória. As outras duas são da segunda metade do século XIII, a primeira de um pintor sobre quem pouco se sabe, Margarito d'Arezzo, a segunda de Cimabue, de quem se sabe bastante. São algumas das primeiras imagens de Francisco, e apesar do talento diverso dos pintores - Cimabue é um dos grandes artistas da história da pintura - há algo que as une, além do fato óbvio de serem retratos do mesmo homem. As três imagens mostram a figura tocante de um homenzinho sem graça, de pele baça, rosto comum e corpo frágil. Um maltrapilho qualquer.

Francisco foi canonizado dois anos depois de sua morte, num dos processos de santificação mais rápidos da história da Igreja. Em vida, já era percebido como um homem incomum, o mais puro de todos, e antes que morresse sua história já se espalhara pela Europa. Se a Idade Média foi capaz de produzir um herói popular, Francisco foi esse herói - o frágil mendigo de Deus que, com seu amor à pobreza, devolveu a Igreja ao povo. Não surpreenderia, portanto, se sua iconografia se apressasse em representá-lo não apenas como herói, mas como super-herói, o santo louro, alto e belo que, segundo Jacques Le Goff, era o cânone estético da época, tomado de empréstimo ao tipo físico do cavaleiro nórdico. Mas Francisco foi o primeiro santo da Igreja que resistiu a essa idealização. Foi pequeno e feio em vida, e seguiu pequeno e feio na morte. Esse é um dos grandes legados que deixou ao mundo - não ter vergonha do que se vê. Ockham é fruto disso.

Ao permanecer feio, o homenzinho feio ensinou a sensibilidade ocidental a aceitar as coisas como são, sem precisar orná-las ou escamotear suas imprecisões. É por isso que Francisco será um dos dois personagens do último capítulo desta história da simplicidade. O outro será aquele que, entre todos os artistas, melhor aprendeu sua lição: Giotto. Juntos, os dois nos autorizaram a gostar do mundo.

Colaboraram com este artigo os astrônomos Érika Cristina Moura Fernandes, Cleber Tavares dos Santos Jr. e Celso Henrique D. Valente de Figueiredo.


1 Nos dois únicos livros sobre mapas do metrô de Londres que pude consultar, o de Peter Robinson é o primeiro que utiliza esse recurso. Não é impossível que outras pessoas tenham tido a idéia antes.

2 Sobre esta estratégia adotada por Euclides, Hardy escreve o seguinte: "A prova é por reductio ad absurdum, e reductio ad absurdum, de que Euclides tanto gostava, é umas das melhores armas à disposição do matemático. É um risco muito mais ousado que qualquer risco assumido por um jogador de xadrez: um jogador pode até oferecer o sacrifício de um peão ou até de uma peça, mas o matemático oferece em sacrifício o jogo inteiro." É tudo ou nada.

João Moreira Salles é documentarista, diretor de "Notícias de uma guerra particular".


Fonte da imagem: http://www.no.com.br/revista/noticia/42130/atual

07 julho 2011

Mapas Múndi diferentes

Dois mapas múndi diferentes dos que estamos acostumados a ver.

1) O primeiro é baseado na obra de Monteiro Lobato e representa o Mundo das Maravilhas.

Segundo Gabriela Romeu, Editora da Folhinha (suplemento da Folha de São Paulo que publicou o mapa em 16 de abril de 2011):

"Se procurar no mapa do Mundo das Maravilhas, vai achar a casa de Dona Benta, perto de Lilipute e da Terra do Nunca. Lá não é preciso estrada para chegar ao País da Gramática. E, se é para girar pelos continentes, Emília inventa um navio, o Terror dos Mares, e todos embarcam na dela. Quando a brincadeira acaba? Basta Dona Benta chamar os netos da varanda. Num instante ancoram no sítio. É o atalho entre a fantasia e a realidade."


Mapa das Maravilhas de Monteiro Lobato (1930)

2) O outro é uma brincadeira do cartunista Caco Galhardo com as musas de cada país.

Ele colocou no mapa o nome das musas, localizando-as segundo o país de origem. O mapa foi publicado em forma de tirinha no caderno Ilustrada da Folha de São Paulo em 18 de outubro de 2010.

Mapa múndi das musas de Caco Galhardo (2010)

15 junho 2011

Mapa dos conflitos ambientais de Minas Gerais

Em tempo de discussão sobre energia nuclear vale a pena dar uma olhada no caso de Poços de Caldas.

Um caso é pouquíssimo divulgado que mostra a total falta de cuidado e de responsabilidade com um material altamente nocivo a saúde humana e ambiental que é o urânio.

Conheça outros casos clicando no mapa abaixo e navegando pelo mapa interativo.

Na apresentação do site consta que: "O portal Mapa dos Conflitos Ambientais de Minas Gerais é resultado de um projeto de pesquisa em interface com extensão realizada de 2007 a 2010 pelo Grupo de Estudos em Temáticas Ambientais da Universidade Federal de Minas Gerais (GESTA/UFMG) em parceria com o Núcleo de Investigação em Justiça Ambiental da Universidade Federal de São João del-Rei (NINJA/UFSJ) e com pesquisadores do Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Social (PPGDS) da Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES)."

Dica do Prof. Roberto do Carmo!

03 junho 2011

Mapas e gráficos interativos do Censo 2010

Na página do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é possível acessar uma série de mapas e gráficos contendo os dados da sinopse do Censo 2010 e escolher quais os indicadores e variáveis serão representados.

Por exemplo, temos o mapa de densidades demográficas da população rural e urbana. No mapa, pode-se escolher um polígono (município) para se obter uma lista das informações. (site)




É possível gerar também pirâmides etárias para o Brasil e Unidades da Federação (estados) para os anos de 2000 e 2010. (site)



Existe também a opção de gerar cartogramas (mapas temáticos) com diversos dados como por exemplo a razão de sexo. (site)



Como exemplo temos os dados de densidade demográfica para o ano 1872 obtido através da
Tabela 1.10 (Densidade demográfica nos Censos Demográficos, segundo as Grandes Regiões e as Unidades da Federação - 1872/2010).





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